PISTAS DE ORAÇÃO
A Samaritana vai ao poço buscar água e encontra Jesus. Ele fala-lhe de uma outra água: «Quem beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede.»
A Samaritana chega ao poço com a sua história, as suas perguntas e as suas feridas. Mas sai de lá transformada. E há um gesto que diz tudo: ela deixa o cântaro e vai ao encontro dos outros. «Vinde ver um homem que me disse tudo quanto eu fiz. Não será Ele o Messias?»
A Samaritana não guarda para si aquilo que recebeu, mas torna-se portadora de Água Viva.
Também nós recebemos esta água. E também nós somos chamados a levá-la aos outros: àqueles que têm sede de esperança, de amor, de escuta e de dignidade.
Mas a água é também um dom concreto da criação. A água que sacia a nossa sede é a mesma água de que dependem as pessoas, os animais, as plantas e as gerações futuras.
A ecologia integral lembra-nos que tudo está ligado.
Cuidar da criação é cuidar da vida. Proteger a água é proteger os mais frágeis. Evitar o desperdício, consumir com responsabilidade e respeitar a Casa Comum são também formas concretas de amar.
Talvez hoje Jesus nos pergunte:
Que sede existe à minha volta?
Que posso fazer para a aliviar?
Que “cântaro” preciso de deixar?
Senhor Jesus,
dá-nos da Tua Água Viva e faz de nós seus transportadores.
Que saibamos levar vida onde há sede, esperança onde há desânimo, cuidado onde há indiferença.
E que as nossas palavras, as nossas escolhas e os nossos gestos sejam uma pequena fonte de vida para os outros e para a Casa Comum.
Que não guardemos a Água Viva para nós... que a levemos ao mundo!